Imunizados há mais de 21 dias contra a dengue podem ficar 'absolutamente descansados', afirma diretor do Butantan após suspensão da vacina
Para os que receberam a vacina em um intervalo menor de tempo, a orientação é comunicar às autoridades de saúde em caso de qualquer sintoma ou efeito adverso. Por Redação g1
Por: Rafael Luquini
Publicado: 09/06/2026 às 13:26
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Quem já tomou a vacina da dengue produzida pelo Instituto Butantan está protegido contra a doença e não deve se preocupar. Isso é o que afirmou o diretor do Butantan, Esper Kallás, em entrevista à GloboNews nesta terça-feira (9).
"Quem já tomou a vacina pode ficar absolutamente descansado. [...] Todos aqueles que já receberam a vacina podem contar com a proteção que ela promete, de 65% de não pegar a doença cinco anos após a aplicação e 80% para não desenvolver dengue grave", disse.
A suspensão foi adotada após o registro, por meio da farmacovigilância, de 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina. Entre eles, duas mortes que estão sob investigação. Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas 500 mil doses até 30 de maio, sendo 417 mil apenas em profissionais de saúde.
O que é farmacovigilância? A farmacovigilância é o acompanhamento contínuo dos efeitos de vacinas e medicamentos após sua aprovação. O sistema permite identificar eventos adversos raros e orientar medidas de segurança quando necessário.
Esper ressaltou, assim como pontuado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na coletiva de imprensa de segunda-feira (8), que aqueles que se imunizaram há menos de 21 dias e tiverem algum tipo de reação devem comunicar às autoridades de saúde locais. (veja recomendações abaixo)
"Passados os 21 dias da vacinação, a pessoa só usufrui do benefício da proteção que a vacina demonstrou nos estudos de fase 3", comenta.
O diretor do instituto ainda defendeu as vacinas como essenciais para prevenir doenças, sendo responsáveis por aumentar a expectativa da população ao longo dos anos.
Ele explicou que todo produto, seja creme de cabelo ou vacina, podem ter efeitos colaterais e que outras vacinas, historicamente, passaram pelo o que o imunizante do Butantan está passando neste momento.
Kállas ainda afirmou que todas as análises epidemiológicas sobre os casos de efeitos graves e óbitos possivelmente associados à vacina devem ser feitos no menor prazo possível, mas não deu uma data estimada para a conclusão desse processo.
"Baseado nas informações que nós temos até agora, nas avaliações de benefício risco, a gente está convencido que a vacina tem o seu lugar, deve ser usada e é a ferramenta mais poderosa para poder controlar a dengue no Brasil", defendeu.
Mesmo otimista em relação ao imunizante, ele reiterou que o aprofundamento das informações e as evidências científicas é o que vão determinar a continuidade e ampliação do uso da vacina no Brasil.
Suspensão da aplicação da vacina
O anúncio da suspensão da aplicação da vacina foi feito na segunda-feira (8), em uma coletiva do Ministério da Saúde.
"Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
"Quem já tomou a vacina pode ficar absolutamente descansado. [...] Todos aqueles que já receberam a vacina podem contar com a proteção que ela promete, de 65% de não pegar a doença cinco anos após a aplicação e 80% para não desenvolver dengue grave", disse.
A suspensão foi adotada após o registro, por meio da farmacovigilância, de 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina. Entre eles, duas mortes que estão sob investigação. Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas 500 mil doses até 30 de maio, sendo 417 mil apenas em profissionais de saúde.
O que é farmacovigilância? A farmacovigilância é o acompanhamento contínuo dos efeitos de vacinas e medicamentos após sua aprovação. O sistema permite identificar eventos adversos raros e orientar medidas de segurança quando necessário.
Esper ressaltou, assim como pontuado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na coletiva de imprensa de segunda-feira (8), que aqueles que se imunizaram há menos de 21 dias e tiverem algum tipo de reação devem comunicar às autoridades de saúde locais. (veja recomendações abaixo)
"Passados os 21 dias da vacinação, a pessoa só usufrui do benefício da proteção que a vacina demonstrou nos estudos de fase 3", comenta.
O diretor do instituto ainda defendeu as vacinas como essenciais para prevenir doenças, sendo responsáveis por aumentar a expectativa da população ao longo dos anos.
Ele explicou que todo produto, seja creme de cabelo ou vacina, podem ter efeitos colaterais e que outras vacinas, historicamente, passaram pelo o que o imunizante do Butantan está passando neste momento.
Kállas ainda afirmou que todas as análises epidemiológicas sobre os casos de efeitos graves e óbitos possivelmente associados à vacina devem ser feitos no menor prazo possível, mas não deu uma data estimada para a conclusão desse processo.
"Baseado nas informações que nós temos até agora, nas avaliações de benefício risco, a gente está convencido que a vacina tem o seu lugar, deve ser usada e é a ferramenta mais poderosa para poder controlar a dengue no Brasil", defendeu.
Mesmo otimista em relação ao imunizante, ele reiterou que o aprofundamento das informações e as evidências científicas é o que vão determinar a continuidade e ampliação do uso da vacina no Brasil.
Suspensão da aplicação da vacina
O anúncio da suspensão da aplicação da vacina foi feito na segunda-feira (8), em uma coletiva do Ministério da Saúde.
"Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.