Gêmeas unidas pela cabeça morrem na última etapa de cirurgia de separação em Ribeirão Preto
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Por: Rafael Luquini
Publicado: 17/08/2026 às 13:39
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As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, naturais de São José dos Campos (SP), faleceram no sábado (15) durante a quinta e última fase da cirurgia de separação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP-USP). Nascidas com craniopagismo, condição que as unia pela cabeça, as irmãs não resistiram após 15 horas de procedimento, conforme comunicado oficial da instituição.
O plano terapêutico teve início em agosto de 2025 e foi dividido em cinco etapas cuidadosamente planejadas para diminuir riscos e permitir que cérebros e vasos sanguíneos compartilhados se adaptassem gradualmente às alterações. Cada fase combinou esforços de neurocirurgiões, anestesiologistas, intensivistas e equipes de enfermagem para monitorar funções neurológicas e hemodinâmicas.
Na primeira etapa, em 23 de agosto de 2025, cerca de 50 profissionais executaram procedimentos que resultaram em aproximadamente 25% da separação planejada. A segunda fase, realizada em novembro de 2025, durou 10 horas e possibilitou a liberação hospitalar das meninas após 19 dias de internação e recuperação em unidade de terapia intensiva.
A terceira etapa ocorreu em 28 de fevereiro de 2026, quando o neurocirurgião pediátrico Marcelo Volpon e sua equipe completaram cerca de 75% do descolamento cerebral e vascular em um processo de 7 horas. Em 21 de março de 2026, durante a quarta fase, o foco foi a implantação de expansores de silicone sob o couro cabeludo para permitir a instalação de suficiente quantidade de soro e garantir tecido adequado para cobrir os crânios.
A cirurgia final, iniciada na manhã de sábado, 15 de agosto de 2026, consistiu no desligamento definitivo das áreas compartilhadas e também durou 15 horas. Durante esse estágio, as pequenas apresentaram complicações agudas que levaram ao óbito antes da conclusão total do procedimento.
Este foi o terceiro caso de separação de gêmeas craniópagas realizado pelo HC de Ribeirão Preto e o primeiro que resultou em morte. O centro já havia obtido êxito nas operações de Maria Ysabelle e Maria Ysadora, do Ceará, em 2018, e de Alana e Mariah, em 2023, utilizando planejamento prévio com imagens em 3D.
Em nota, o HC-FMRP-USP manifestou profundo pesar pela perda de Heloísa e Helena e ressaltou o compromisso com a ética e a pesquisa clínica. Os detalhes médicos específicos sobre as intercorrências que provocaram o falecimento ainda não foram divulgados.
O plano terapêutico teve início em agosto de 2025 e foi dividido em cinco etapas cuidadosamente planejadas para diminuir riscos e permitir que cérebros e vasos sanguíneos compartilhados se adaptassem gradualmente às alterações. Cada fase combinou esforços de neurocirurgiões, anestesiologistas, intensivistas e equipes de enfermagem para monitorar funções neurológicas e hemodinâmicas.
Na primeira etapa, em 23 de agosto de 2025, cerca de 50 profissionais executaram procedimentos que resultaram em aproximadamente 25% da separação planejada. A segunda fase, realizada em novembro de 2025, durou 10 horas e possibilitou a liberação hospitalar das meninas após 19 dias de internação e recuperação em unidade de terapia intensiva.
A terceira etapa ocorreu em 28 de fevereiro de 2026, quando o neurocirurgião pediátrico Marcelo Volpon e sua equipe completaram cerca de 75% do descolamento cerebral e vascular em um processo de 7 horas. Em 21 de março de 2026, durante a quarta fase, o foco foi a implantação de expansores de silicone sob o couro cabeludo para permitir a instalação de suficiente quantidade de soro e garantir tecido adequado para cobrir os crânios.
A cirurgia final, iniciada na manhã de sábado, 15 de agosto de 2026, consistiu no desligamento definitivo das áreas compartilhadas e também durou 15 horas. Durante esse estágio, as pequenas apresentaram complicações agudas que levaram ao óbito antes da conclusão total do procedimento.
Este foi o terceiro caso de separação de gêmeas craniópagas realizado pelo HC de Ribeirão Preto e o primeiro que resultou em morte. O centro já havia obtido êxito nas operações de Maria Ysabelle e Maria Ysadora, do Ceará, em 2018, e de Alana e Mariah, em 2023, utilizando planejamento prévio com imagens em 3D.
Em nota, o HC-FMRP-USP manifestou profundo pesar pela perda de Heloísa e Helena e ressaltou o compromisso com a ética e a pesquisa clínica. Os detalhes médicos específicos sobre as intercorrências que provocaram o falecimento ainda não foram divulgados.