Depois do pacote contra efeitos da guerra, governo Lula quer socorrer endividados unificando dívidas
A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto. Por Valdo Cruz Comentarista de política e economia da GloboNews.
Por: Rafael Luquini
Publicado: 07/04/2026 às 13:56
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Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.
O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estão reunidos nesta manhã para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros.
A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.
Proposta contra endividamento
Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.
Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.
As duas medidas têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros. O governo prepara ainda medidas para evitar que a conta de luz fique muito alta neste ano.
Tudo o que Lula não quer é inflação em alta durante sua campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês. O programa de refinanciamento de dívidas terá como público alvo quem ganha até três salários mínimos.
O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estão reunidos nesta manhã para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros.
A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.
Proposta contra endividamento
Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.
Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.
As duas medidas têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros. O governo prepara ainda medidas para evitar que a conta de luz fique muito alta neste ano.
Tudo o que Lula não quer é inflação em alta durante sua campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês. O programa de refinanciamento de dívidas terá como público alvo quem ganha até três salários mínimos.